Ainda na briga
A vitória sobre o Palmeiras, por 1 a 0, foi crucial para o Corinthians na briga pelo título. Além de ficar a um ponto do líder Fluminense e do vice Cruzeiro (ambos têm 54 pontos), o Timão ganha fôlego novo para a reta final do Brasileirão. Vitória em clássico sempre dá ânimo extra ao time vencedor.
Neste momento, o técnico Tite está trabalhando mais o lado emocional de seus jogadores. Ainda não dá para notar alguma grande mudança na forma como o Timão atua.
O próximo jogo do Corinthians será contra o Flamengo, quarta-feira, no Engenhão.
De olho na Sul-Americana
O Palmeiras já começa a apostar suas fichas somente na Copa Sul-Americana para atingir o objetivo de conquistar uma vaga na Taça Libertadores de 2011, porque a chance de conseguir a vaga para o principal campeonato das Américas via Brasileirão está cada vez menor. O Alviverde, que ocupa a décima colocação no Nacional, com 44 pontos, joga quarta-feira com o Atlético-MG, pelas quartas-de-final da Sul-Americana.
Cadê o planejamento?
Não entendi o motivo do chileno Valdívia não ter começado o clássico com o Corinthians como titular. Ele, que jogou os 90 minutos da partida com o Universitário de Sucre, na última quarta-feira, pela Sul-Americana, após se recuperar de contusão, começou o dérbi na reserva e só entrou na segunda etapa. O camisa 10 ficou 35 minutos em campo e voltou a sentir lesão na coxa.
Se Valdívia não estava 100%, não deveria ter jogado com o Universitário, uma vez que a classificação estava praticamente garantida, e sim ser poupado para o clássico e para a sequência da Sul-Americana. A comissão técnica do Palmeiras precisa explicar esse planejamento que é no mínimo estranho.
Ceará muito melhor que o São Paulo
A derrota do São Paulo para o Ceará, por 2 a 0, foi inquestionável. O time cearense foi melhor durante praticamente os 90 minutos. Com ou sem calor, uma vez que a partida foi disputada em Fortaleza, às 15h, o Tricolor paulista foi presa fácil.
Com 44 pontos e ocupando a nona colocação, o São Paulo deve começar a pensar em 2011. Depois de sete anos, o clube do Morumbi deve mesmo voltar a disputar a Copa do Brasil. Comissão técnica e diretoria devem aproveitar os últimos sete jogos do Brasileirão para fazer uma análise do atual elenco e decidir quem fica e quem será dispensado ao final deste ano.
O Tricolor volta a jogar quinta-feira, na Arena Barueri, com o Atlético-PR.
Mudanças no posicionamento tricolor
Carpegiani deve analisar com mais frieza a real necessidade de escalar Fernandão como homem de meio-campo. Ele não tem mais o fôlego para recompor o meio e ainda apoiar o ataque, sem contar que o atacante é um jogador lento e não tem como ponto forte o drible. Por todos esses fatores, Fernandão não rende quando atua no meio, como na partida contra o Ceará. O ex-colorado é centroavante, homem de área, e deve brigar por posição com Ricardo Oliveira, ou, no máximo, jogar ao seu lado, fazendo a dupla de ataque.
Outro jogador que deve ter sua posição revista por Carpegiani é Lucas. O jovem meio-campista atuou nas duas últimas partidas como um jogador de meio, aberto pela direita. Contra o Santos, ele pouco produziu e saiu, contundido, no intervalo. Na partida com o Ceará, Lucas também não jogou bem. Acho que a jovem promessa deve atuar com mais liberdade para se movimentar pelos lados e também pelo meio, sempre próximo aos atacantes para municiá-los. Lucas não pode ficar restrito a uma faixa de campo apenas.
Ponto para Carpegiani
Muitos comentaristas, inclusive este blogueiro, reclamam que os treinadores demoram muito para mexer nas equipes, seja por orgulho ou para não queimar o jogador que será substituído. Mas o treinador do São Paulo, Paulo César Carpegiani, não seguiu a linha dos técnicos conservadores e mostrou coragem ao realizar uma substituição aos 25 minutos do primeiro tempo, na partida de sua equipe com o Ceará.
Ele percebeu que o São Paulo estava com grande dificuldade tática jogando com três zagueiros, uma vez que não conseguia marcar as descidas dos laterais do Ceará. O treinador imediatamente sacou Xandão, colocou o lateral/ala Ilsinho e abandonou o esquema com três beques. Ponto para Carpegiani, nem tanto pelos nomes dos jogadores envolvidos na alteração, mas por enxergar o jogo e, ainda na etapa inicial, tentar corrigir o que estava errado em sua equipe.
mas de 30 milhoes de loucos por ti corinthias mas capeao ou nao para sempre timao mas tenho certeza vcs sao capeoes