Atropelou…
Elogiar a seleção brasileira de vôlei masculino é chover no molhado. Não há nada que se possa falar dos comandados de Bernardinho que não seja redundante. O terceiro título mundial seguido conquistado há pouco, em Roma, fala por si próprio. Havia a expectativa de um jogo mais complicado contra os jovens e talentosos cubanos, mas na prática não foi isso que se viu: o Brasil atropelou por 3 sets a 0 (22-25,14-25, 22-25).

Jogadores comemoram a vitória por 3 sets a 0 sobre Cuba, que valeu o tricampeonato Mundial de Vôlei ao Brasil
O Dream Team brasuca
A superioridade brasileira no vôlei masculino pode ser comparada com a da seleção norte-americana de basquete. Quando os conterrâneos do Tio Sam jogam sério e com os seus titulares, são imbatíveis. Acho que a mesma situação ocorre com o vôlei masculino do Brasil. As vitórias acachapantes contra os anfitriões do Mundial, a Itália, por 3 a 1, e contra Cuba, na final, por 3 a 0, somados aos inúmeros títulos seguidos conquistados demonstram toda a superioridade do nosso vôlei.
Ele é o cara
Bernardo Rocha de Rezende, o Bernardinho, assumiu a seleção masculina em 2001. De lá para cá foram conquistados três títulos mundiais (2002, 2006 e 2010), uma medalha de ouro olímpica (2004) e oito vezes a Liga Mundial de Vôlei. Isso só para citar os títulos mais importantes. Nos esportes coletivos, Bernardinho talvez seja o maior técnico da atualidade.
Renovação de qualidade
Outro fator que deve ser considerado para o sucesso da seleção brasileira de vôlei masculino é a ótima renovação dos jogadores. Desde 2001, três gerações de atletas vestiram a amarelinha e não pararam de levantar taças. No Mundial de 2002, disputado na Argentina, o Brasil contava ainda com Giovanne e Maurício, remanescentes do ouro olímpico de 1992. Já em 2006, o selecionado brasuca tinha como grandes nomes o levantador Ricardinho, o atacantes André Nascimento e Giba, o meio-de-rede Gustavo e o líbero Serginho.
Agora, em 2010, o levantador Bruno Rezende, filho de Bernardinho, é o cérebro de uma equipe bastante modificada, que conta com o atacante Leandro Vissotto, de 2,12 metros, o irmão do campeoníssimo Gustavo, Murilo, melhor jogador deste torneio, o ótimo Rodrigão, de 2,05 metros, e o meio-de-rede Lucas, de 2,09 metros. O líbero Mário Jr. fez com que a seleção não sentisse a falta de Serginho, tido como melhor da posição no mundo e que está se recuperando de cirurgia.