Na mesma
O São Paulo continua na sua rotina de desorganização tática. Impressionante como Sérgio Baresi não conseguiu fazer este time jogar bola. A partida de ontem– 0 a 0 com o Avaí – foi horripilante. Há a desculpa da falta de tempo para treinar e dos desfalques. Mas todas as equipes estão jogando duas vezes por semana e também sofrem com jogadores machucados ou suspensos. Já está mais do que na hora de o Tricolor apresentar um futebol minimamente competitivo. A derrota por 3 a 0 para o Goiás, em pleno Morumbi, semana passada, já seria motivo mais do que suficiente para uma mudança urgente no comando técnico.
Perdeu a chance
Juvenal Juvêncio cometeu um dos maiores erros de sua gestão (ele é presidente do São Paulo desde 2006) ao não contratar Dorival Jr. (atualmente no Atlético-MG) assim que ele foi demitido do Santos, há duas semanas. O mandatário são-paulino bancou Sérgio Baresi e já se arrependeu da aposta. Nenhum time consegue manter a rotina de vitórias sem um treinador de peso.
Baresi pode ainda se tornar um treinador de ponta, mas ainda não é. Juvenal jogou 2010 no lixo. Só resta ao São Paulo ficar o mais longe possível da zona de rebaixamento, juntar os cacos e fazer o planejamento de olho na Copa do Brasil da próxima temporada.
Os empates com Ceará e Botafogo e a derrota para o Internacional foram suficientes para que a corneta tocasse no Parque São Jorge. Segundo o jornalista Cosme Rímoli, já há nos bastidores a desconfiança sobre o trabalho do treinador Adílson Batista. O nome de Abel Braga, atualmente no futebol árabe, já começa a ser levantado para 2011 caso o Timão não ganhe este Brasileiro e só se classifique para a Libertadores. Abel foi campeão do torneio mais importante das Américas em 2006, comandando o Internacional.
Muita calma nessa hora, no entanto…
Acho cedo ainda esse tipo de pressão sobre Adílson, porém ele não seria o favorito para dirigir meu time em um torneio que é a grande obsessão dos corintianos. Penso que o treinador ainda deve mudar algumas convicções, como a de fazer com que os jogadores se adaptem ao seu sistema de jogo, quando deveria ocorrer o contrário. O currículo de Adílson também não chega a empolgar. Ainda está muito viva em minha mente a Libertadores que ele perdeu comandando o Cruzeiro em pleno Mineirão, ano passado. O Estudiantes (Argentina) ganhou por 2 a 1 de virada em solo mineiro. O primeiro jogo havia sido 0 a 0.
Felipão conseguiu diminuir as críticas em relação ao seu trabalho depois de três vitórias e um empate. Ele sempre montou times bem organizados defensivamente e que jogam um futebol extremamente competitivo. Até agora, o treinador está fazendo o que pode com esse elenco do Palmeiras.
Ele já domou feras muito maiores
Um problema que começa a incomodar o treinador palmeirense está ligado ao chileno Valdívia. Toda vez em que é substituído o camisa 10 faz caras e bocas para demonstrar toda a sua insatisfação com o comandante. Contra o Santos, ontem, não foi diferente. Só para que Valdívia saiba, em 2002, antes da Copa do Mundo Japão/Coreia do Sul, Felipão, então à frente da Seleção Brasileira, percebeu em alguns amistosos que Ronaldo e Rivaldo não trocavam passes entre si, um não passava a bola para o outro. O treinador fez uma reunião a portas fechadas com as duas grandes estrelas daquela Seleção e ameaçou tirá-los da equipe titular caso não parassem com aquilo. Resultado: com medo de perder a vaga no time, os dois voltaram a trocar passes e foram os craques brasileiros na campanha do penta. Ou seja, Valdívia vai perder feio a queda de braço com Felipão.

