Depois de uma Copa do Mundo frustrante, a Seleção Brasileira voltou a campo agora há pouco. O novo treinador, Mano Menezes, escalou um time ofensivo, jovem, talentoso. Resultado: vitória por 2 a 0 sobre os Estados Unidos.
O verdadeiro futebol brasileiro
O Brasil foi a campo com: Victor, Daniel Alves, Thiago Silva, David Luiz e André Santos; Lucas, Ramires e Ganso; Robinho, Neymar e Alexandre Pato.
Na teoria, um time técnico e voltado ao ataque. Na prática, a teoria foi confirmada. Os Estados Unidos dominaram a partida apenas nos cinco minutos iniciais. Depois, com Ganso e Neymar aparecendo mais para o jogo, o Brasil fez o que quis. Tocou, tabelou, driblou e fez dois gols ainda na primeira etapa, com Neymar e Pato. Parecia que o futebol brasileiro havia ressurgido em terras yankees.
A cor da bola
Já superior no primeiro tempo, a Seleção não deu chances aos norte-americanos na etapa complementar. Foi em verdadeiro banho de bola. Os jogadores dos Estados Unidos não viram a cor da bola. Ganso e Robinho acertaram bolas na trave. O placar de 2 a 0 ficou barato. Impressionante a rapidez no toque de bola da Seleção. Quando resolvia trocar passes com maior agilidade, o Brasil colocava os norte-americanos literalmente na roda. Como é bom ver a Seleção resgatando a ofensividade, o toque de bola, o drible.
Os destaques da partida
Ganso e Neymar foram os nomes do jogo. Como caiu bem a camisa 10 da Seleção em Ganso. Espetacular visão de jogo, passes precisos, raciocínio rápido. Ele mostrou tudo isso em sua estreia com a amarelinha. Como um jogador desse nível, que joga em uma posição tão carente de talentos, não foi para a Copa?
Neymar também não se intimidou. Dribles desconcertantes, tabelas, arrancadas e um gol para coroar sua estreia na Seleção. Vale destacar também o zagueiro David Luiz. Também estreante, ojogador do Benfica veio para ficar.
Meio campo mais leve
Ponto positivo também foi a escalação de dois volantes que sabem jogar. Lucas e Ramires não se limitam a marcar e errar passes de meio metro. Ambos participam das jogadas de criação, se movimentam aparecem como elemento surpresa no ataque. Além de marcarem forte, os dois são técnicos. Não é à toa que Lucas joga no gigante Liverpool e Ramires acaba de ser contratado pelo Chelsea por R$ 50 milhões.
Início promissor para uma equipe que praticamente não teve tempo para treinar.
